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Contra o Tempo é uma curiosa e eficaz combinação de Déjà vu e Feitiço do Tempo: do primeiro, explora a ideia de um homem que decide tentar usar uma tecnologia inovadora para salvar a vida de uma bela mulher já morta (algo que nem os criadores da máquina julgam possível); do segundo, a estrutura circular que obriga o protagonista a reviver os mesmos momentos repetidas vezes em busca de resultados diferentes. E o melhor: dirigido pelo mesmo Duncan Jones do excelente Lunar, ainda investe num herói que talvez desconheça aspectos importantes sobre a própria natureza. É, em suma, uma ficção científica exemplar: apresenta um conceito interessante, explora-o a fundo e, de quebra, nos apresenta a questões de fundo filosófico-existencial enquanto cria personagens complexos e tocantes.
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